Mário Alves, comunista baiano, líder da Corrente Revolucionária do PCB e fundador do PCBR, ganha biografia 39 anos depois de sua morte nos porões do regime militar.
Mário Alves de Souza Vieira. Comunista baiano assassinado pela Ditadura Militar entre os dias 16 e 17 de janeiro de 1970 nas dependências do I Batalhão da Polícia do Exército, no Rio de Janeiro. Morreu sob tortura e não entregou aos seus assassinos o motivo pelo qual foi condenado: suas convicções.
Vitimado pelo sistema que combateu, manteve-se coerente aos ideais em que acreditava. Por isso, 39 anos depois de sua morte e do desaparecimento de grande parte dos regimes comunistas, Mário Alves continua existindo.
Relatos de companheiros e parentes, entrevistas, citações em livros, artigos de jornais, fotografias e documentos, enfim, peças do enorme quebra-cabeça que ajudam a contar sua história foram reunidas no livro “Do reformismo à luta armada: a trajetória política de Mário Alves (1923-1970)”, do jornalista e sociólogo Gustavo Falcón.
A obra é resultado da tese de Gustavo para o doutorado em História na UFBA e, antes mesmo de virar livro, mereceu um artigo do eminente jornalista Emiliano José – autor, dentre outros títulos, de “Lamarca: o capitão da guerrilha”, “Marighella: o inimigo número um da ditadura” e “Victor Meyer, um revolucionário” - publicado na revista Carta Capital de 26 de março do ano passado.
FICHA TÉCNICA
Título: Do reformismo à luta armada: a trajetória política de Mário Alves (1923-1970)
Autor: Gustavo Falcón
Editora: EdUFBA e Versal Editores
Ano da publicação: 2009
Páginas: 284
Preço: R$ 40,00
ISBN: 978-85-232-0515-7
Fonte: Editora da UFBA e Versal Editores